"O entendimento da natureza desta Mulher Selvagem não é uma religião mas sim uma prática. É uma psicologia no seu sentido mais verdadeiro: psukhélpsych, alma; ology ou logos, conhecimento da alma. Sem ela as mulheres ficam sem ouvidos para escutar as conversas da alma ou sequer registar o soar dos seus próprios ritmos internos . Sem ela, os olhos internos da mulher são fechados por uma sombria mão, e partes consideráveis dos seus dias são passadas num marasmo paralisante ou em pensamentos ilusórios. Sem ela, as mulheres perdem a firmeza do equilíbrio espiritual. (...) A Mulher Selvagem é o regulador das mulheres, o seu coração emotivo, à semelhança do coração humano, regulador do corpo físico."
Clarissa Pinkola Estés
Mulheres que Correm com os Lobos
