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chego a casa.
está frio lá fora.
acendo a lareira em tempo record.
ponho o meu jantar na mesa, frio, acabado de sair do frigorífico. tenho fome e cansaço.
encho uma taça de espumante para acompanhar o strogonoff com chucrute.
tenho muito para celebrar... todos os acordares da mulher mais velha, as palavras que correram da minha boca para fora, a saúde, o fogo, os sonhos que insistem em saltar do meu peito, a gratidão que mesmo assim não me larga num mundo comandado por loucos, os pés frescos e as costas quentes durante o sono, não ter de me levantar durante a noite, os rapazes nas vidas deles.
de tanto brindar fico atordoada.
a minha alma sorri...

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