sábado, 28 de fevereiro de 2026

Manhã

 




Quando levanto os olhos do telemóvel vejo que o dia nasce à minha frente, o altar espera que uma vela lhe seja acesa, e os jarros murchos pedem que, com alguma dignidade, sejam encaminhados par a compostagem.
 
O dia está silencioso e quieto. As casas do outro lado da rua parecem sombras chinesas. As gaivotas guincham ao longe, talvez acompanhando uma traineira que se aproxima com a garantia de alimento.

Algo dentro de mim ainda quer agarrar os sonhos que se esvanecem com o passar do tempo. E renovar-se.













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