terça-feira, 3 de outubro de 2017

respirar









preciso respirar, sussurra ela, naquela ânsia de ser ouvida sem que a ouça. preciso respirar, murmura. 

a mulher que lava o futuro nas margens do rio, renasce a cada entardecer. nas pedra lodosas esfrega até que lhe sangrem os dedos, todos os impossíveis que carrega no peito. quando adormecer de cansaço, a noite trar-lhe-á o esquecimento, e, de novo, a cada madrugada,  acordará vestida de farrapos de esperança de poder, finalmente, respirar.










3 comentários:

  1. Enquanto tiver esperança, todos os dias acordará com vontade de respirar. Nunca pode é deixá-la morrer :)

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  2. ...e todos os dias há um novo respirar desde que acredite!
    Bom dia, Ana

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