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era nele que eu descansava o peso dos dias. nele que has been visible just for a few minutes after sunrise and only a few degrees above the horizon e que depois desaparecia sem deixar rasto. naqueles breves momentos em que podia ser criança outra vez e a vida deixava de ser esta coisa tão séria para a frente e tão irremediável para trás, trocávamos conversas pouco edificantes. falávamos de insignificâncias como o bater das asas de uma borboleta, o saltitar ansioso dos pardais, o rio que se insinua na rampa lodosa da doca do cais, concedendo-lhe frescura outra vez, as pequenas algas secas na marca da rebentação das ondas, onde a maré vazante deixa a sua marca. mas não lhe chegou. ele queria miócitos satisfeitos em carnes inatingiveis, rastos de cometa em direcção ao infinito, esse ponto de encontro reservado aos imortais.
dizei-lhe que eu imortalizo-me nas coisas simples.
sonhar nã é pecado... mas a imortalidade é só para os que brindam o mundo com descendência... quando eu partir, será como um saltitar de pardal
ResponderEliminarhomem velho e mulher nova, filhos até à cova...
Eliminartens muito tempo para fazer filhos. ainda te hás-de queixar por ter tantos para aturar, como o mal-disposto do meu vizinho de baixo.