quarta-feira, 25 de outubro de 2017

atmanjali

























com as mãos em posição de prece, envia um pedido para que ajudem a que o que vai fazer, seja feito de forma desinteressada, apenas pelo bem dele, sem desejo de retorno ou reconhecimento. 
durante o tempo todo que aquilo dura, é repetidamente levada para aquele lugar, como se fosse sugada pela porta aberta de um avião em pleno voo. tudo lhe é assustadoramente familiar com nitidez, os corredores, os trajes, os olhares, a cumplicidade. não fosse a âncora amarrada aos pés da cama, poderia nem ter voltado e ter ficado assim num mundo paralelo, ao lado dele.
pela manhã, olhou ara o telemóvel, e resmungou 'que merda. duplamente merda'. não conseguira colocar a expectativa de lado.









2 comentários:

  1. é muito difícil, há sempre uma parte de nós, mesmo que seja pequena, que deseja que o outro nos veja.

    deixo-te um beijo de boa noite, ana bonita.

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