quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

todos os dias









todos os dias vejo o dia a nascer, enquanto trabalho. o céu vai mudando de cor, o laranja desperta o azul que não demora muito a tornar-se pálido, uniforme, monótono. por volta das seis e meia, as gaivotas parecem sombras chinesas e os pardais só aparecem quando o sol bate na varanda.

todos os dias, como tanta gente, desejo iniciativa, força, criatividade, audácia, para mudar a minha rotina, apesar da geada negra que quer tomar conta de mim. todos os dias me sobra menos tempo. 





Ver levantarse y acostarse el día es para mí, ahora, el más importante de los acontecimientos. Contados son los amaneceres que me quedan: qué podria compensar la perdida de uno de ellos?

c. maillard









8 comentários:

  1. O nascer do dia é um bonito espetáculo. Mais bonito ainda se a ele se assistisse em tempo de ócio. Porquê trabalhar assim tão cedo? Ou será até tão tarde? :)

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  2. ...tão cedo, Luísa. além de todos os motivos, eu gosto da paz das madrugadas :)

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  3. menos tempo... e sem tempo para te vir ler, é um desperdício de vida quando nã venho aqui...

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    1. Aqui é sempre aqui, não importa onde seja o aqui.

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  4. mas o aqui dois dias depois nã me parece o mesmo...

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    1. Estamos aqui e apagamos o espaço de tempo em que não estivemos.

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  5. tu resolves sempre os meus problemas existenciais com um parágrafo :) és brilhante

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  6. então manda chuva. as minhas mãos estilhaçam ...
    (tem paciência. tu é que és brilhante)

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