terça-feira, 6 de setembro de 2016

nem setembro parece setembro













nem setembro parece setembro. não me invade o medo do recomeço, como todos os anos, o anseio por que a vida encarreire, e o carreiro cada vez mais retorcido. deixo rolar, e os dias rolam, acontece o que tem que acontecer e vou ajustando as margens neste caminho imprevisto. setembro deixou de ser para mim o inicio do ano. janeiro também não é. então e agora?
...
perguntas-me sobre o fim-de-semana. aluei e estrelei naquele céu, fiz-me terra deitada nas ervas e fiz-me água percorrendo ribeiros. fiz-me som, isso tu sabes, e no meio desse som ilimitei-me. senti os outros por dentro, como se outros eu fosse, e chorei lágrimas de uma dor que não era minha, fui compreensão e conciliação. fui espelho. fui alegria e leveza e fui caminho da manhã. fui alimento, fui palavra, aconchego e consolo. 
e o tempo perdeu as horas, e três dias podem ser anos.











10 comentários:

  1. não, Teresa. lá mais para a frente :)

    ResponderEliminar
  2. vamos ter de perguntar todos os dias se fazes anos?

    (o ano pode começar em junho, é o melhor mês do ano!:)

    ResponderEliminar
  3. a 22, Teresa. virgiana por um fio...:)

    ResponderEliminar
  4. Manuel, a vinte e dois de setembro de mil novecentos e sessenta e três, nasceu em luanda uma criança branca que durante alguns anos não percebeu porque não tinha nascido preta...

    junho? achas?...

    ResponderEliminar
  5. Junho será. Quando o dia e a noite tiverem a mesma duração, celebrarei o ano novo.

    ResponderEliminar
  6. somos tantas, Laura :)
    silenciosamente reunidas aqui :)

    ResponderEliminar