quinta-feira, 21 de maio de 2026

Pão

 




Coloco a sertã anti-aderente pulverizada com azeite a aquecer. Numa bacia misturo cerca de 170 grs de farinha com fermento com um iogurte natural e um pouco de sal dos Himalaias. Li algures que é um bom sal, para usar como fino, e é cor-de-rosa, a cor do amor, disse quem o viu.

Amasso até despegar e faço 4 pãezinhos que vão a cozer 4 a 5 minutos de cada lado na sertã quente, e se possível tapada.

O pão está feito e saboreio-o com manteiga que derrete imediatamente.

O sol que entra pela porta da varanda alaga o meu rosto. A mulher que fala no telemóvel diz que no momento em que dizemos que não somos capazes, as forças involutivas ganham força e aproximam-se. A ciência não o comprova, eu sei, forasteiro, mas também não tem como provar o contrário.

Talvez tenha comido mais do que devia, mas saboreei cada bocadinho com o corpo todo, agradecendo a capacidade e a consciência.




3 comentários:

  1. Que maravilha de texto! Você tem um dom belíssimo para fotografar o quotidiano com as palavras e apurar os nossos sentidos.

    A propósito dessa escrita que parte e que se encontra perante a realidade, gostava muito de a convidar a habitar as páginas da revista literária que estou a fundar. É uma publicação física, dedicada à leitura lenta. Deixo-lhe o convite e o manifesto do projeto através deste link, onde também encontra o endereço de correio eletrónico: https://blogue.revistapendura.pt/

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    1. Obrigada, Daniel. Já espreitei. É uma ideia muito bonita. Vamos a isso :)

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