cansada de andar a dar de comer a ratazanas que se iam empanzinar com as cascas de fruta que deitava no compostor, resolvi passar a enterrar o que se destinava à compostagem - cascas de fruta e restos de legumes crus.
deixei de ver as ditas, de pelo reluzente, a atravessar a horta, a mergulhar, não sei como, no compostor, a rirem de mim que fazia quilómetros, levando o balde com a comidinha do melhor para elas se alimentarem e criarem as suas ninhadas.
agora, nascem plantas estranhas por todo o lado. às vezes parecem abóboras, outras, melancias, abacateiros, tremoceiros com fartura... um pouco de tudo, acho que fora de estação.
será afinal a semente que sabe qual o seu tempo de germinar, ou será o calendário estabelecido? na minha horta dão raízes ao seu ímpeto e desafiam as leis dos supostos sabedores das rotinas da terra.


Fechou o restaurante de cinco estrelas às ratazanas e acabou a criar um clube de rebeldia botânica.
ResponderEliminarÉ isso mesmo :)
EliminarBoa terra essa da sua horta, na minha nem semeando e adubando; as plantas nascem anémicas e raro se agradam da água que não lhes falho; ainda assim a vizinhança mais antiga admira-se de conseguir ter flores no meio de tanto barro.
ResponderEliminarMas as toupeiras, como o nome indica, cavam galerias subterrâneas bastante extensas e às tantas também lhe vão comendo a sua parte de lixo. Bom, já não as vê, o que é uma sorte.
ah... Bea... eram ratazanas, mesmo! não tenho tido muita sorte com as minhas culturas. estou a tentar uma forma diferente de dedicação :)
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