sábado, 3 de março de 2018

afinal a noite










Afinal o dia não esteve limpo nem redondo, como prometia a noite de ontem. A mulher que lava o futuro nas margens do rio enrola a sua loucura à volta da lua, pisa, descalça, os estilhaços das estrelas, e guarda o pó de fadas no negativo do peito. Com os olhos perdidos nas águas das marés que galgam os passeios, ela desagua num mundo onde se ausenta de si.















6 comentários:

  1. enquanto nã arranjar outro passatempo, o mau tempo permanece...

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    1. deves ser a única que nã reclama...

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    2. eu só reclamo do tempo seco que me põe com os cabelos em pé e a dar faíscas.

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