quinta-feira, 5 de outubro de 2017

criança







a mulher que me serviu o café, pousou a chávena na mesa, baixou-se para me ver à altura dos olhos e disse 'que olhos bonitos que tem... desculpe-me...', eu sorri, senti a face aquecer, e disfarcei para quem me acompanhava 'estás a ver? aprende...' 
a mulher, mais ou menos da minha idade, tinha a espontaneidade das crianças. mais do que lembrar-me que tenho olhos bonitos, facto que não é mérito meu, recordou-me da importância da irreflexão, de ceder ao impulso, do irracional, da alegria.











6 comentários:

  1. assim como tu :)

    lembrei-me de ti, sabes, quando me deparei com esta imagem. :)

    um beijo, ana bonita. :)

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    1. que bonito... a saudade que tenho da chuva...

      beijo-te menina bonita :)

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  2. reflexos da alma também, ana. aí talvez tenhas alguma responsabilidade. :)
    uma boa noite para ti.

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  3. Pena a maior parte de nós perder a tal espontaneidade.
    :)

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    1. é verdade Luísa, perdemos o nosso lado cristalino.

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