sábado, 11 de fevereiro de 2017

shitake



















a mulher ao meu lado pergunta se tenho cozinhado muito. respondo que felizmente que sim, que é bom sinal. ela começa a dizer que é muito bom, que cozinhar faz com que estejamos presentes, enraizadas, enfim, essas coisas que se falam nesses meios. eu concordo e não lhe digo que enquanto cozinho, eu voo, que outras vezes empresto as mãos para que cozinhem por mim, que rezo e agradeço e ausento-me.
são raras as vezes em que me lembro dos motivos que fizeram com que eu ganhasse parte da minha vida a cozinhar. mas hoje, enquanto cortava em fatias finas dois quilos de cogumelos shitake, lembrei-me daquilo que tentou tornar-me de tal forma dependente, física, psicológica e financeiramente, que eu não pensasse sequer em ter uma vida longe dali. foi assim, de repente lembrei-me que existe algo para onde recuso olhar, mas que existe, e depois de estar ali uma hora a cortar, a cortar, a cortar, comecei a fazer umas associações de ideias....



(há qualquer coisa em mim que não sou eu. há mesmo.)








8 comentários:

  1. Respostas
    1. Azeite, cebola e alhos picados, louro e cogumelos, na proporçao de 1 para 30...por aí, vizinha...:)

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  2. Oh Ana, preciso de receitas de sopas, tipo cremes...em breve terei dois meses de dieta mole pela frente... E também parece que os shitake são qualquer coisa de óptimo para tudo...por vezes até eu pensei que esse seria um bom modo de ganhar a vida, mas só tenho um talentozinho.
    ~CC~

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  3. quando atirares o Andhriminir pela borda fora, tens-me a mim. estou pronta a embarcar, Capitã...

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  4. cozinhar é magia, conta corrente :)

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  5. o shitake é aconselhado pelos médicos do IPO, CC. faço empadas, crêpes, risotto e misturo na sopa. também faço a sopa de miso com shitake, algas, e os legumes que me lembrar :)

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