sábado, 17 de janeiro de 2026

frio

 




chego a casa. 

está frio lá fora. 

acendo a lareira em tempo record. 

ponho o meu jantar na mesa, frio, acabado de sair do frigorífico. tenho fome e cansaço. 

encho uma taça de espumante para acompanhar o strogonoff com chucrute. 

tenho muito para celebrar... todos os acordares da mulher mais velha, as palavras que correram da minha boca para fora, a saúde, o fogo, os sonhos que insistem em saltar do meu peito, a gratidão que mesmo assim não me larga num mundo comandado por loucos, os pés frescos e as costas quentes durante o sono, não ter de me levantar durante a noite, os rapazes nas vidas deles.

de tanto brindar fico atordoada.

a minha alma sorri...







4 comentários:

  1. :)) Ora aí está, os brindes sempre fazem efeito. E talvez a casa já nem esteja fria, nem o prato de esparguete que o micro ondas resolveu, nem o seu espírito. Subiu ao seu mundo uma onda de calor.
    Há sempre muito por que brindar, a gente é que nem se lembra disso.
    Costas quentes e pés frescos?! hummm....no inverno parece um bocadinho mal. Desconfortável, vá.

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    1. É verdade, bea. Andamos todos muito distraídos...
      Sim, de preferência pés frios e costas quentes 😊

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  2. De brinde em brinde se alegra a vida e se perde um pouco o juízo, o que nada tem de mal ...a minha mãe dizia que para dormir bem era tomar um cálice de porto. E esta tanto frioooo!

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