é o costume, ele varre a rua. ela, chega, senta-se no chão e espera. tem que ouvir o que ele tem para lhe dizer. mas ele varre. deve ser até ela predispor o coração para receber. ainda não percebeu bem, mas deve ser isso. então ele pousa a vassoura, e senta-se também na terra amarelada, e mostra-lhe, como se fosse um coral cinza escuro, morto, tudo o que é complicado na vida dela, tudo o que é tão trabalhoso, e depois, diz-lhe ele, cada pequenina vitória é uma pontinha do coral que vais visualizar de dourado, e, verás, com o tempo, com a calma que ainda não tens, esse dourado expandir-se. tudo se resolve se deixares acontecer. acredita.
Dia 135 - Ósculos
Há 57 minutos


