no céu esteja quem fez o descanso - murmuro, recostando-me na cadeira do restaurante, ao lado da janela. na minha frente está a minha mãe (ela nem sabe as graças que dou por a ter aqui), e invisivelmente entre nós a minha avó, naquela frase que repito de cada vez que me é permitido descansar de um cansaço grande.
no céu esteja que fez o descanso - dizia a minha avó, diz a minha mãe, digo eu, formando um regaço em que nos amparamos, umas às outras, num reconhecimento mudo
comemos devagar, conversando com calma de coisas banais - os vizinhos que passam, o bem que ali estamos, o street food à nossa porta, o tempo, os rapazes... saboreamos a pizza, saboreamos os minutos, saboreamos a vida, saboreamos as insignificâncias.
Tão bom ter ainda a mãe ao lado, aproveite-a enquanto é possível.
ResponderEliminarTodos os dias dou graças por isso 😊
EliminarDigo ao deitar: "abençoado seja quem inventou as camas!" - as camas aguentam com cansaços tão gigantes que só podem ser coisa bem feita. E agradeço quase sempre as insignificâncias que são o sal da vida.
ResponderEliminarEu costumo agradecer a água quente canalizada do duche. Talvez a melhor invenção de sempre 😁
Eliminarantes de adormecer também dou graças, dizem que ajuda e realmente é terapêutico: começo pelo telhado que nos protege, os meus pais que me aturam, os frutos e a sombra das árvores, os ovos das preciosas, os vermelhos tomates da terra, o doce abanar de cauda do cão, o ronronar pacifico dos gatos, o canto dos pássaros, o crocante dos pepinos, as estantes cheias, as raras flores, a comida da mãe, a chuva, os dias longos, as noites estreladas... até o cantar do galo às três da manhã :)
ResponderEliminarQue maravilha! És uma inspiração ❤️
EliminarEra isto que eu precisava ler hoje.
Eliminar