apesar de tudo, ele ainda espera.
enquanto, silenciosamente, tento justificar a minha indiferença com o potinho aromatizante que balança no retrovisor, procuro perceber o que é que eu vejo de mim nele, que me enerva tanto.
[ele irrita-te?
perguntaria o homem-terra
então diz-me, que parte de ti, tu vês nele, que não queres reconhecer?]
e é tudo. esta aceitação de tudo.


