sábado, 20 de maio de 2017
à mulher que nunca tinha gerado um filho no seu ventre
Ainda sobre o sonho - T2
Sobre o undying love foi Isolt quem me contou. Mostrou-me um espelho, onde, para além da minha imagem, via em profundidade outros vultos, podiam ser eus. Falou-me da reverência por mim mesma, de poder criar o futuro com a força do amor.
Ainda sobre o sonho
Foi Amaterasu quem mo disse - ser autêntica é projectar na aparência o meu ser interior, já ser verdadeira é agir conforme aquilo em que acredito.
sexta-feira, 19 de maio de 2017
bom dia professor
dez passos depois fora da cama, o homem da palestra no vimeo pergunta o que nos tira da cama de manhã, e, quais são as nossas fontes de entusiasmo.
são oito horas e saí da cama para fazer bolachas (sabes...bolachas...).
quinta-feira, 18 de maio de 2017
táctil
breves noites
quarta-feira, 17 de maio de 2017
a mulher que trazia a batalha dentro de si
- eu quero, eu quero. eu estou a tentar - mas quando pensava que estava a tentar, regressava ao mental, quando apenas sentia, regressava ao coração. uma batalha dentro dela mesma.
o controlo estava alegre, eufórico, sempre que a mulher não conseguia estar no coração. quando ela, extenuada, baixava a guarda, e apenas sentia, o controlo começava a perder força.
o desapego estava impávido, afastado da cena mas sereno. o controlo olhava-o com desconfiança, não queria aproximar-se, embora se risse para ele e fizesse piruetas, rebolava pelo chão de contentamento e gozo.
o amor foi-se afastando, não queria olhar para a mulher que trazia a batalha dentro de si. estava cansado e triste. só se sentia bem com o desapego. aninhado atrás dele, apetecia-lhe deitar com ele, entrelaçar as suas pernas nas dele, ficar ali aninhado. quando a mulher que trazia a batalha dentro de si, procurava justificações e responsabilidades, o amor criava remos nos braços e fazia-se canoa e remava para longe dali, ou então, virava um bichinho de conta e rebolava sem que ninguém o visse, dali para fora.
mas, à custa de muito cansaço e muito tempo, a mulher que trazia a batalha dentro de si viu caírem-lhe as máscaras e o coração ganhar boca e gestos e começar a falar. foi quando o amor sentiu a verdade entrar, que levantou o rosto e olhou para a mulher que trazia a batalha dentro dela. estava exausto, deitado no chão, com vontade de dormir muito tempo.
a mulher que trazia a batalha dentro do peito sentou-se distante do amor, pois ele não queria a sua presença, e perguntou-lhe o que sentia
- apenas me sinto bem com o desapego e só me interessei pela conversa quando me pareceu ouvir a verdade. estou muito cansado, muito.
a mulher que trazia a batalha dentro de si, chorava baixinho e dizia que ele tinha desistido dela. o amor, já com pouca força na voz, fez final com os dedos de que não, não tinha desistido, mas que ela tinha que trazer um sol dentro do seu peito.
o amor, com os olhos fechados, quando olhava para as pessoas, vi-as crianças. e ficou ali, deitado, triste, a descansar de um cansaço profundo.
terça-feira, 16 de maio de 2017
o bom homem
assisto muda à conversa do bom homem com a minha mãe. ele é integro, generoso, tem um coração cristalino, honesto. enquanto os dois riem e planeiam, para mim, serões à beira-rio com conversas fluídas, eu pergunto-me sobre o que é que nos faz querer alguém.
reciclagem
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