de mangas arregaçadas e cabelo preso no cimo da cabeça, volteio na cozinha, com farinhas manteigas açucares ovos escamas de chocolate e canela.
não sei de onde chega, mas traz palavras e distrai-me das formas colheres de pau batedeiras e balanças.
ele sabe-o bem.
então diz-me, framboesa palato frescura textura aroma toque boca língua vontade apetite palavra solta volteia arrepio. não fala em ondular, deve andar com secura de mar.
os meus lábios sorriem, o meu olhar detém-se, o meu corpo acorda das dormências todas.
a noite já nasceu, a casa cheira a canela, apenas se ouve o som dos meus dedos no teclado. vou atravessar rios e pontes, sem chegar lá onde ele solta as palavras.
imagem da Alaska


