trouxe comigo as cores quentes de todas árvores por onde passei e o cabelo cheio de vento, folhas e aves. na pele trago a temperatura morna deste dia de outono e no olhar o cinzento calmo do mar. roubei todos os buracos de azul celeste do céu para uni-los, para que por cima de ti nunca paire a tristeza de um dia de chuva, pois eu não sei lidar com a tua tristeza e então finjo que sou um esquilo a hibernar para não ver que uma lapiseira nas tuas mãos é muito maior do que eu com um sábado de outono nas mãos.
não te disse que as gaivotas pareciam patos aninhados na relva e que os pavões estavam empoleirados na cobertura da biblioteca.


