é a chuva. chove que deus a dá e eu não tenho nada para escrever.
habituei-me a não esperar, e a quem nada espera, os dias crescem.
têm-me sobrado horas nos dias e eu não sei o que fazer com elas. tinha-me habituado ao contrário, a que não me coubessem no tempo, as tarefas que me obrigava, e agora assim de repente, invento desculpas, mudas, para não ir apanhar conchas para a praia, eu que preciso tanto de apanhar conchas na maré baixa.

