parto em mais uma viagem para dentro de mim. mas são tantos os labirintos, que quanto mais me procuro, mais me perco, perguntando-me cada vez mais o porquê destas jornadas, sendo verdade, contudo, que nunca o soube. nunca soube por que comecei, sei que fui ficando.
mas aqueles foram tempos em que nada esperavam de mim. chegava ali inteira e inteira podia ser. não me conheciam. lembras-te de te ter contado, talvez, da leveza do poder ser. agora o desafio é acrescido, entre aquilo que expectam e aquilo que eu sou e quero ser. encurralada, tantas vezes, procuro, insisto, alego, contraponho, estafo-me, pelo direito a ser, eu. a ser aquilo que reconheço em mim. com um sorriso nos lábios, a serenidade no rosto, um terramoto dentro de mim.
quero falar contigo. quero que tu me entendas. quero entender-te sem ter que o aceitar para mim. e os olhos demoram-se nos olhos um tempo imensurável.


