é assim como se tivesse nascido com uma capacidade para o abandono, para o esquecimento, uma rigidez de pescoço que não me permite olhar para trás. sigo em frente, ou fico no lugar, mas entre aquela apatia do tolo e o alívio do caminhante que pousa a mochila ao final do dia.
neste momento, sinto um sono que me pesa nos olhos e na cabeça, e o receio de que o passado queira vir para o hoje e todo o abandono que conquistei, volte, barulhento, invasor, poluidor.
raios.
podia até fazer disto uma história, mas não consigo. quem sabe... era uma vez uma mulher que só sabia viver para a frente...


