e essa é uma das razões porque me custa tanto quando, de vez em quando, embora raramente, fecho a minha caixa.
são comentários que publico, às vezes pequenas frases, conselhos, exemplos de vidas, poemas, textos em português ou inglês, não interessa, músicas como esta que uma vez deixaram aqui, e eu já não me lembro quem foi, perdoe-me por isso. que me vestisse de lilás, disseram-me uma vez e eu também nunca me esqueci, embora não me lembre de quem mo aconselhou, até esclarecimentos sobre meditação me deixaram, quando eu aguardava a resposta de outro lado. até me mandam comer vísceras (credo, cruzes), porque a minha escrita denota falta de ferro (obrigada). e ainda há aqueles que me pedem para não publicar, mas que ficam cá dentro do peito.
vocês sabem que eu acredito que o pessoal lá de cima tem muitas formas de se manifestar, e eu acredito que esta é uma delas também, através dos outros, que nos mostram outras formas de ver, ou nos amparam na nossa maneira de ser, mostram outros caminhos, soltam-nos lágrimas nos olhos ou deixam-nos a rir, deste lado do ecrã.
e além disso, criam-se laços. e fica a preocupação se alguém deixa de escrever, se outro está longe e possa sentir-se triste, se alguém precisa de alguém. sei lá.
no fundo é isso, criam-se laços, invisíveis, por dentro.
além disso tudo, eu também sei, que há publicações que são mero transbordar, sem espaço a diálogo. eu sei.


