sábado, 16 de julho de 2016

mapa





























é de manhã que mais me custa o dia. acordo cansada com o corpo a querer quebrar. não é falta de horas de sono pois eu deito-me com as andorinhas. é mais assim como uma parte da minha alma a reclamar que não, que não é por aqui que foi traçado o mapa. mecanicamente pincelo empadas, amasso farinhas, vejo noticias, acendo velas, alimento pardais, alimento-me, banho-me. antes disso tudo, já te desejei um bom dia desejando mesmo que o teu dia seja bom. é um desejo daqueles muito desejado.
também desejo um bom dia para mim, lembro-me agora. e peço à minha alma que me mostre um outro mapa, vá lá, uma indicaçãozinha que seja.