nos meus momentos de silêncio, em que me sento, com os pés a latejar, pois sou muito fraca de pés, e de pernas, e já agora, parece-me que de corpo todo, bem, nos meus momentos de silêncio (e acho que já estraguei o post todo), é o som do vento norte que eu ouço nas árvores, que me faz repousar. sim, aquelas árvores que aparecem com os passarinhos naquele post lá em baixo, do poema deles, do manoel.
mas o vento norte fala num burburinho de folhas que não fala o do sul. e acalma. e o tal odor a maresia rodopia pelas divisões todas da casa. e eu, eu sento-me quietinha, a sentir que estou viva e sem saber bem o que é estar viva, pois às vezes acho tão estranho isto de viver esta vida com tantas linhas rectas e formas paralelepípedas a toda à volta, e outras meias arredondadas que têm umas rodas e andam no meio das ruas e algumas deitam um cheiro muito mau e fazem barulho que não é de vento nem de ondas nem de passarinhos. só quando ouço, como agora o vento, e sinto o mar a entrar, salvo seja, pelas janelas, e quando o silêncio é isto, é que me parece pertencer a alguma coisa, que não é esta vida que é suposto eu viver e que me faz doer o corpo todo que a minha alma habita.
{vê só a trabalheira que eles lá em cima têm comigo...não merecem uma velinha? merecem um candelabro de sete braços aceso permanentemente, essa é que é essa.}
{gosto de chavetas, parecem rostos de perfil com o nariz empinado}
{o próximo post vai sair melhor, quando vier o vento sul}


