é de noite, quando sou apanhada no meio de pesadelos, como hoje, e acordo com o corpo todo a tremer, como se trabalhasse com um motor desafinado dentro do peito, que pego na caixinha onde guardo pedaços de ti, e revejo-os um a um, palavras, olhos, boca, músicas, mãos, papeis manuscritos, bocados de tecidos, atacadores, pedaços de voz. fico assim, uma, duas, três horas, agarrada a ninharias, até que, vencida pelo sono, perco o medo de tornar a adormecer e de que eles me levem do meu corpo para fora, como quando era pequenina.
sexta-feira, 8 de julho de 2016
dormir
é de noite, quando sou apanhada no meio de pesadelos, como hoje, e acordo com o corpo todo a tremer, como se trabalhasse com um motor desafinado dentro do peito, que pego na caixinha onde guardo pedaços de ti, e revejo-os um a um, palavras, olhos, boca, músicas, mãos, papeis manuscritos, bocados de tecidos, atacadores, pedaços de voz. fico assim, uma, duas, três horas, agarrada a ninharias, até que, vencida pelo sono, perco o medo de tornar a adormecer e de que eles me levem do meu corpo para fora, como quando era pequenina.
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