segunda-feira, 4 de julho de 2016

o velho
































o velho eremita arranca-me o coração do peito, e, começa a arrancar espinhos que estão cravados no órgão. de seguida, entrega-mo para que eu o enfeite, que o torne bonito. então o coração fez-se pequenino, como se fora de uma criança, e entrelaçadas estavam florinhas brancas e lilazes. quis voltar a colocá-lo no lugar de onde saíra, naquele espaço, agora vazio, no peito. impediu-me.
- o teu coração trá-lo-ás do lado de fora do peito, será com ele que verás, sentirás, falarás e te mostrarás.