quinta-feira, 30 de junho de 2016

ti









entretanto ele telefona-me porque diz que lhe dou alegria logo de manhã. o irmão aconselhou-o a levar alegria para a entrevista de emprego, e ele disse, só se telefonar à ana. eu ri-me, como de costume, disse-lhe que estava a alimentar o meu ego, e pensei em ti.



(tudo ao contrário, como de costume)








pequeno-almoço





















como vagarosamente o pequeno-almoço, enquanto penso no que tenho feito da minha vida. os dias, semanas, meses, anos seguidos de trabalho, os filhos criados, os amigos amparados, os pais acompanhados, a busca espiritual, quando eu sei tão bem que ela está em tudo o que me rodeia, na simplicidade. o amor que eu não consigo sentir, eu mesma que me boicoto.
no outro dia dei comigo a pensar no que diria aos meus filhos se soubesse que ia morrer.

o sol rompe o nevoeiro na promessa de um dia quente. as folhas das árvores já mexem indicando mais vento norte e os pardais acabados de sair dos ninhos, esbarram contra o vidro da porta.