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às vezes questiono-me sobre a importância ou não dos nomes. hoje eu li aqui que se eu pudesse dar um nome ao domingo...
e é.
a vida nem sempre me é fácil e é uma prova constante, teóricas e práticas, teóricas e práticas. quando digo para mim mesma que atingi, finalmente, um equilíbrio qualquer, vem ele lá de cima, e diz-me 'toma lá isto, quero ver agora como te aguentas'.
sentada no chão, de pernas cruzadas, contava eu isto há uns tempos a um xamã, com as lágrimas teimosas a quererem romper pelos olhos. estou cansada, é o que é. além dos minerais todos que me faltam, eu sei, e já deixei o chocolate, voltei à carne, quanto às vísceras tem lá paciência, mas não, e reforcei os sumos. falta-me agora andar com os pés nus, na terra.
os rapazes estão os 3 na faculdade. e, tropeção a mais, tropeção a menos, estão, ou estiveram este ano, todos no primeiro ano. não é pêra doce. nem do pêra doce alentejano eu gosto, muito menos desta. ajudas, tenho as dos milagres, mas ao mesmo tempo, o que estava com melhores resultados vem dizer-me que desiste, outro, vejo agora mesmo, minutos antes de começar a escrever isto, que reprovou nos exames todos, e o outro, vai conseguindo concluir as cinco cadeiras que trazia do ano passado.
às vezes, descaio-me a pensar que não mereço, outras vezes recordo as alturas em que as maiores dificuldades foram a minha salvação, a minha força. as pessoas aconselham de ânimo leve que os mande trabalhar, que os mande viver com o pai, que se façam à vida. normalmente são pessoas que têm apoio de marido ou mulher, não são pessoas sozinhas que esperaram ano após ano para ver os filhos, com um curso que lhes agradasse, que lutou para que isso acontecesse, perante o dedo apontado de tantos, de olhos críticos de quem não tem coragem de mudar de vida, e que esperam, salivando, para que a minha não resulte.
hoje, estava a ler o post da Miss e de repente noto que me esqueço de pensar em coisas boas, e parece-me que me estou a transformar numa pessoa que não sou. até o meu corpo se queixa.
nem sei porque escrevo isto. há tantos problemas maiores no mundo, tantas vidas tão difíceis... vais gostar menos de mim assim. há quem lhe chame marketing ao contrário, mas eu sou toda ao contrário, mesmo :)
falta-me o mar, aqui tão perto.