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15 minutos de taquicardia não é fácil, conta-me ela, o coração a mil durante o duche. sai, embrulha-se no lençol e nem se consegue vestir. esticada na cama como um bacalhau seco, nem sabe se é daquela que se vai finar, mesmo. tenta as técnicas de meditação e uma pôrra... nada de nada. quer um ansiolitico e nem à cozinha consegue chegar. o corpo abana ao ritmo dos batimentos, o peito, a barriga, a roupa. 15 minutos. quando começa a abrandar, veste qualquer coisa, passa a escova pelos cabelos, coloca a pastilha na boca e admite que tem que ir ao hospital.
conta o que teve, que se sente melhor mas que está exausta. o médico olha para ela, para os aparelhómetros presos a uma pinça no dedo, e diz
- isto é assim. deu, e quando passa, já passou. pode ir para casa, ver se dá outra vez.
no relatório escreve que estava rosada e hidratada.