quarta-feira, 18 de maio de 2016

sobre ele


































o mais simples é o mais difícil. 
estava disposto a todas provações para evoluir na sua espiritualidade, excepto ser gente, ser terra, ser carne, ser corpo, ser sexo, ser coração latente, ser emoção, ser grito, ser criança, ser palavra pura falada. ser terráqueo, dissera-lhe, se não começar por baixo, pelos pés enfiados na terra, nunca chegará lá acima, ao topo, à ligação. e uma vez lá, não há um caminho, todos são os caminhos.















azul
















inundo os olhos deste azul tão teu, e o vento norte anuncia-se, dentro do meu corpo. 
o sol já faz com que as algas larguem no ar o cheiro a maresia, e a taça com beijinhos do mar, que tenho aqui, neste lugar onde escrevo, ganha vida.
é tudo que tenho, o azul do mar, o aroma das algas, o vento norte, uma melra apaixonada, uma pardala manca, todos os quereres da terra, o encanto pela magia daquilo que está além do que se vê e uma alma eremita.