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é a esta hora que visto o meu corpo de ti, neste meu jeito todo atrapalhado de vestir as minhas pernas nos teus braços e enfiar o meu peito na pele do teu regaço, aninhar-me. é a ânsia de ti, de descansar a minha vida no teu abraço e abraçar o teu corpo todo no meu. e adormecer. e adormecer-te no meu sono.
digo o teu nome em voz alta. os meus lábios estranham os movimentos a que os forço e a voz sai tremente.
repito.
o céu cinzento traz-me o som da chuva e os pardais saltitam como se este querer fosse vento ou folha caída.
para variar as nuvens rumam de norte para sul, escuras e pesadas.
o rio corre da cor do chumbo, e o mar recebe-o, mesmo assim, alinhando a sua ondulação com a dele.
repito o teu nome em voz alta.