segunda-feira, 25 de abril de 2016

terra





















ainda trago em mim o cheiro à erva orvalhada, as árvores que entram pela casa silenciosamente, o borbulhar da água do ribeiro e o crepitar da lenha.
no silêncio de mim, faço-me una com a terra e procuro-me. encontro medos que querem carinho, encontro amor que quer expressão, encontro corpo que quer outra pele.
na névoa do que eu sou, o mais nítido és tu. 
âncora.