esta manhã deu-me uma vontade boa e urgente de ir ver o rio bem cedo. e fui. o ar estava fresco e húmido e eu pareço um cão de caça a farejar o ar de focinho levantado. as gaivotas voavam rasantes na esperança de peixe dos barcos que chegam da pesca, e eu tento fazer as pazes com elas.
eu farejo respostas que ainda não têm perguntas, e eu sinto, que tem que ser assim, pedacinhos pequenos de tempo, que são enormes por dentro, dilatá-los no peito e abrir espaço para receber, mais, muitos e pequenos que todos juntos, serão.


