procuro saudades de ti dentro do peito, e encontro um buraco que atravessa o meu corpo de um lado ao outro.
faço uma amálgama de hortelã, alecrim e alfazema, e preencho esse espaço vazio que, aos poucos, toma também, parte do coração.
por entre as plantas, secas, farão ninhos, os pardais.
quando regressares, não sentirás o odor do sentimento em decomposição.
quando me perguntares pelas saudades, voarão as aves, e nos meus olhos verás a inconstância do mar.
poupa-me as palavras.


