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chego a ti, nua. nas mãos levo o tempo, o meu, para ti: o passado, o presente gota a gota, e o futuro, numa concha, onde guardarás o perfume, que nasce, de confundirmos os limites de cada um, num só corpo, num só sopro, num só instante.
ele diz que teme que a sua procura pelo desapego se torne, ela mesma, um apego ao desapego.
na verdade nunca esperei ouvir isso de alguém tão seguro do seu caminho e da sua espiritualidade. entendes-me? - perguntou. - sim, entendo.
mas para mim, digo-te agora a ti, aqui, que eu sou de raciocínio lento, na minha opinião, o caminho não é o desapego, mas sim a aceitação da impermanência, de tudo, incluindo a minha, a que mais me custa. aceitar a minha impermanência, vagabunda, vadia que não sabe para que lado cair, que vira conforme o vento, desavergonhada...