terça-feira, 31 de maio de 2016

tudo ao contrário











de repente o homem grande fez-se pequeno e eu pequena fiz-me grande.
de repente a certeza dele fez-se insegura e a minha insegurança fez-se suporte.
de repente a voz dele emudeceu e o meu silêncio fez-se palavra.
de repente a serenidade dele ruiu e o meu chão frágil amparou-o.
de repente a distância dele quis-se próxima e a minha vontade distante.

está tudo ao contrário, tudo ao contrário. só a impermanência permanece.














6 comentários:

  1. eu acho é que está maravilhoso.
    Boa noite, ana.

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  2. tudo ao contrário, Teresa. procurando o caminho nos passos dos outros....

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  3. também a mim, Laura, tudo de repente, não mais do que de repente...

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